13/07/2026

Confundir a árvore

com a Floresta.

Li, e senti o asco do costume com esta gente: 

https://folhanacional.pt/2026/07/10/gnr-identificou-47-pessoas-no-geres-durante-situacao-de-alerta/

mas passei à frente. Tenho mais que fazer, que preocupar-me com ervinhas e mastins sem trela. 

Só que à segunda vez, já não passei adiante: 

https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html 

De um tempo em que eu lia jornais, alguém que sabe do que fala, escreveu isto:

https://www.publico.pt/2003/09/15/jornal/viriato-era-pastor-nao-era-lenhador-205360 

No primeiro link supra, a presença de gente deveria ser incentivada e não combatida. O pior cego é o que não quer ver. Foi a despovoação que contribuiu em parte para o estado actual do matagal. Claro que hoje já ninguém apanha erva para a cama do gado, nem para outras aplicações. Todos têm botija de gás, télélé, se a operador reparar a torre ardida, todos andam de carro, já ninguém tem macho, nem burro, a não ser os que elegem alegremente como"seu" (acham eles que é seu, e não do partido em que votam na lista) representante. A actuação repressiva percebe-se, se a virmos pelo prisma do SIADAP. Indicadores de desempenho, quantas mais multas, mais "eficiência". 😀

No segundo link, é a confusão habitual com gente citadina, olham para a árvore e veem a Floresta. Também se percebe, se tivermos em conta que esta miudagem nunca viu uma Floresta, floresta essa que não existe em Portugal, e para agravar, acha que, parindo "leis", o problema se resolve. 

Por fim mas não por último o votante, que  acha que a sua cor é a melhor.

As cabras de que fala Henrique Pereira dos Santos no artigo do Público, existem aos montes, os queijos feitos com o leite delas, é que não. 

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