23/01/2026

Como de costume

Isto é um despacho da agência LUSA, por isso pode estar cheio de erros.
 
 
 "...
Pelas 23:00 de quinta-feira, o Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar informou a comunidade educativa que estará encerrado durante dia de hoje, depois da Proteção Civil Municipal ter aconselhado o encerramento total das escolas no concelho e ter anunciado que também não se realizará o transporte escolar por motivos de prevenção e segurança das crianças.
..."
 
Pelas 23:00? 
Os condutores, os pais, os funcionário, estavam acordados, grudados nos seus télélés?
 
A que horas começam as aulas? 
Boa pergunta esta. 
Procurando saber, fiquei sem saber.
 
Consultei um Regulamento Interno de uma escolinha e encontrei de tudo, menos aquilo que quero saber. 
De que horas a que horas há aulas?
 
Assim encontrei:
... . O envio de correspondência por e-mail deve ser agendado para o horário de funcionamento do estabelecimento escolar ...
... O horário de funcionamento do bufete é afixado anualmente ...
... O horário de funcionamento da papelaria e reprografia é afixado anualmente ...
 
Mas fiquei a saber que:
"... O Diretor está isento de horário de trabalho, não lhe sendo por isso, devida qualquer remuneração por trabalho prestado fora do período normal de trabalho. "
 
Isso já eu sabia acerca do senhor ou senhora, vejo que as preocupações sexuais não estão ainda presentes no pensamento desta escolinha acerca do género que deve ter o senhor Dírétôr, mas qual é esse de "período normal de trabalho"? Das quantas às quantas? 
 
O Regulamento Interno em nenhum dos casos diz taxativamente das hh:mm às hh:mm. 
 
Assim não havendo Horário Estabelecido, Compreendo que estarem acordados às 23 horas, grudados no télélé, é perfeitamente normal. No caso dos condutores o período de descanso só interessa para efeitos do chupista da multas, se a empresa não tiver uma avença com ele, no controlo do "disco" do tacógrafo. Por isso acidentes que se possam dever a cansaço estão legitimados.
 
Somos reactivos na gestão do dia-a-dia e nunca pro-activos. Preparados para os imponderáveis do dia-a-dia também não é a nossa marca distintiva. 
 
Continuo a pensar para mim, desde um dia, há já muitos anos, que vendo na Ti Vê um 'reportagem' de um dos novos canais privados a interrogarem uns quantos automobilistas bloqueados por neve numa estrada por estas bandas do Norte, eles queixavam-se que sim, à pergunta dirigida pela jornaleira, que ninguém tinha vindo dar-lhes uma garrafa de água ou um pacote de bolachas, que tinham crianças pequenas, ...
 
Como se essa fosse tarefa de quem que fosse e não deles. Manta, alimentação, bebidas, depósito cheio, ... 
Nesse dia disse para quem estava a meu lado: Nada próxima já não vai haver. 
Assim foi. Cada vez que os parceiros de negócio alarmista, emitirem um palpite, as estradas são logo fechadas ao trânsito. O suplemento de plantão é embolsado e o trabalho reduzido a nada.
 
  Outras gentes, 
 
 
 

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