01/01/2026

Caprichos

A complexidade é grande, para que de ciência certa, possamos dizer que sim, ou que não, há um deus, uma divindade, alguém, alguma força, que controla o destino, os acontecimentos comezinhos do dia-a-dia.

Uma música que associo a este dilema é a Geni e o Zeplim do Chico Buarque de Holanda que integra a Ópera do Malandro (1979 🤫). Fui possuidor do LP duplo, que em tempos doei ao meu filho, fruto das minhas andanças e trambolhões, que impediam que tudo aquilo andasse atrás de mim.


Ontem há noite, se não foi o Comandante do enorme zeplim prateado que: 
“… Quando vi nesta cidade
Tanto horror e iniquidade
Resolvi tudo explodir …”
quem decidiu enviar o nevoeiro, ao ver todo o dinheiro espatifado (190 000€ que saíram do bolso de nós todos) foi uma entidade que não se mostrou, ou, terá sido o Acaso, esse empata, que nas horas menos apropriadas, toca à campainha da porta.

Tendo saído de casa com tempo para me instalar, instalar o equipamento e esperar pela hora marcada, para filmar os 8 minutos de regabofe, de desbunda orçamentária, de orgasmo mesmo, para os que assinaram os contratos leoninos. 
 
Eis que a mão-invisível, envia o nevoeiro soprado por uma brisa de Leste (de Espanha nem bom vento, nem bom casamento) e o plano tem que ser arquivado. 

A sensação térmica prometida era de 0ºC, mas no terreno as previsões, são previsões. Há que rodar 180º, não vale a pena ficar para ver uns 'flash' luminosos através daquele véu leitoso.

Nem tudo foi perdido, actualizei o grau de substituição étnica em que estamos. 😠
  
  

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