28/09/2025

urbi et orbi

até 06 de Outubro à noite, se Deus quiser e a "Justiça" deixar, como a minha mãe dizia, contando a estória que, da minha avó tinha aprendido, estarei ausente.

Diário de bordo

 28 Setembro 2025

Bocas, bocas que não beijam, bocas que desprezam, caladas, fechadas, mudas, ...

No lugar da figueira deveria estar uma macieira. A figueira é árvore ligada a Judas e à sua traição, enquanto a macieira está ligada a Eva, ao pecado original, ao fim do Éden, à natureza da mulher.

bocas mudas




olhos que não vêem


o tempo, o grande escultor


nunca o perco, quando se trata de cheirar bosta, já nas promessas inebriantes dos rótulos, quase sempre não o tenho

à cautela, porque Eles não querem que lhes peçam explicações e porque por cada uma excepção declarada, deve haver um pagamento extra pela excepcionalidade da situação.

Carl Schmitt, explica logo ao abrir a sua 'Teologia Política', que é Soberano, aquele que decide da excepção. 

Assim é. E assim sendo, os donos do medo declararam alerta vermelho para o Porto e alerta laranja para esta parte da Raia. Venham de lá alguém que os acuse de falta de 'previsão, ' de estarem a dormir na forma.  

Como eu previ, sim também faço previsões, era o que faltava que as não fizesse, a depressão Grabrielle (a dada altura e estando a um passo do abismo, foi dado um passo em frente, esta é uma 'boutade' num discurso no Brasil da ditadura. E em nome da igualdade de género as tempestades passaram a ser denominadas alternativamente com nomes masculinos e femininos. Há uma lista que é conhecida antecipadamente e sempre que há uma, dá-se lhe o nome e risca-se da lista. A esta calhou ser nome da gaja. Tudo bem! Adiante!), iria chegar cansada a estas terras. Nada há aqui de ciência de foguetões, depois de muito +++++, teria que estar cansada na hora de aqui bater à porta. Elementar, meu caro Watson!.

O 'hole' da Grabrielle à hora do exif da foto, 12:52 UTC.


'and last, but not least'

há dias e horas para falar com Deus, ontem não era o caso. 

e ao jeito de 'postscriptum'. 

Somos dois tristes tigres. Eu sei que tu estarás aí a olhar para mim e tu sabes que em passo aqui a esta hora.

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27/09/2025

Diário de bordo

Sábado, 27 Setembro 2025 

a gravidade fez o seu trabalho  

insondável
eu imaginei que são... 
 
parto do princípio que o rebento que bolçou, produto do sistema de ensino que fornecemos, não seja comunista como eu. 
só que eu mesmo não sendo comunista, nem mesmo um sionista "cristão", não concordo com os vómitos retorcidos que o verme pintou em cima da pintura da JCP.
quieto teria sido, um verdadeiro artista.
porque cada um tem direito à sua, a fotografei e a coloco aqui, porque amanhã, será limpa, apagada, cancelada, mesmo até criminalizada, se a União Soviética Europeia (USE), à qual Portugal aderiu pela caneta de Mário Só Ares, continuar pelo caminho que está a singrar.  


Grabriella, a depressão, vai chegar cansada

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Tu enganaste-me

пiдманула (pidmanula) = enganar

a assistência feminina está divertida 😀


 Coro Cossaco de Kuban

26/09/2025

Diário de Bordo

 26 de Setembro de 2025

 
 


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Nunca teríamos chegado à Índia

se em vez de D. João II e de seu primo, tivéssemos esta gente.

Há dinheiro para gastar infelizmente, logo, terá que ser gasto. Não se esperava que não houvessem casos clínicos e logo nesta área, em que o juramento destes tartufos é feito a Hipócrita (sic). 

https://folhanacional.pt/2025/09/25/programa-escolar-detetou-sintomas-depressivos-em-41-dos-alunos-avaliados/ 

Seria possível hoje? 

Sem internet? 

                        Sem télélé?

                                            Sem pacotes de 'junk food'?

                                                                                            Sem banho quente todos os dias?

                                                                                                                                                            ...?

O Mostrengo não seria denunciado como assediador? 

As caravelas e depois as naus quantos 'psicólogos' teriam que levar?

Os 'condenados às galés' teriam que ser recrutados por concurso público? 

- + - + - + - + - 

Fernando Pessoa 

Mensagem 

 O MOSTRENGO

O mostrengo que está no fim do mar

Na noite de breu ergueu-se a voar;

À roda da nau voou três vezes,

Voou três vezes a chiar,

E disse: «Quem é que ousou entrar

Nas minhas cavernas que não desvendo,

Meus tectos negros do fim do mundo?»

E o homem do leme disse, tremendo:

«El-Rei D. João Segundo!»

«De quem são as velas onde me roço?

De quem as quilhas que vejo e ouço?»

Disse o mostrengo, e rodou três vezes,

Três vezes rodou imundo e grosso,

«Quem vem poder o que só eu posso,

Que moro onde nunca ninguém me visse

E escorro os medos do mar sem fundo?»

E o homem do leme tremeu, e disse:

«El-Rei D. João Segundo!»

Três vezes do leme as mãos ergueu,

Três vezes ao leme as reprendeu,

E disse no fim de tremer três vezes:

«Aqui ao leme sou mais do que eu:

Sou um Povo que quer o mar que é teu;

E mais que o mostrengo, que me a alma teme

E roda nas trevas do fim do mundo;

Manda a vontade, que me ata ao leme,

De El-Rei D. João Segundo!»

25/09/2025

Diário de bordo

25 de Setembro de 2025

às 06:11 UTC fugaz momento de beleza

14:06 UTC, nem todos os graffitis merecem ser olhados

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 14:30 UTC, hora de abastecimento


 

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infelizmente não havia risotto de tomate, como aquele de outros tempos

na hora de 'mantecare' não ser unhas-de-fome com o queijo e a manteiga 

19:30 UTC 

  foto: _morgado, under licence: Creative Commons Attribution 4.0 International (CC-BY-4.0)(clicar para ampliar) 

O peixe apodrece pela cabeça

"O Expresso noticiou esta terça-feira que a eleição na Assembleia da República de três novos juízes para o Tribunal Constitucional, que estava inicialmente prevista para esta sexta-feira, voltou novamente a ser adiada, porque nenhum partido apresentou nomes para os cargos."

https://folhanacional.pt/2025/09/24/vice-presidente-do-tribunal-constitucional-goncalo-almeida-ribeiro-renuncia-ao-cargo/ 

A Corja não quer ser controlada, é só o que se pode inferir do alheamento, em relação àquele que é e deveria ser, o primeiro a ser respeitado.

24/09/2025

Somos dois

 tu e eu a esta hora.

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Não deve matar

espero eu, amanhã ao acordar logo saberei, se ainda cá estou, não ganha ao caldo-verde com a tora. 


 

fotos: _morgado, under licence: Creative Commons Attribution 4.0 International (CC-BY-4.0)

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50 anos depois alguns admiram-se que

um partido populista, populista que de nacionalista pouco tem e muito menos daquilo que o acusam, sem saberem do que se trata, o fascismo, esteja em alta nas intenções de voto.  

'quo vadis' Portugal e a tua 'justiça'? 

 https://www.paginaum.pt/2025/09/24/receita-para-acabar-com-o-pagina-um-e-o-respectivo-antidoto

 Receita para acabar com o PÁGINA UM (e o respectivo antídoto)

Pedro Almeida Vieira


Há receitas fáceis para acabar com um jornal independente. Não se pense que é preciso censura explícita, polícia a bater à porta ou confiscos de máquinas, como em tempos sombrios. Não: em democracia, os mecanismos são mais subtis, mais higiénicos, mais sofisticados. Basta seguir o guião que tão bem tem sido ensaiado contra mim e contra o PÁGINA UM.

O exemplo mais acabado vem de Gustavo Carona, médico que, durante a pandemia, encontrou nos media uma ribalta permanente, sustentada na retórica do medo e da urgência, no alarme contínuo que dividiu cidadãos entre bons e maus, entre responsáveis e irresponsáveis. O tempo passou, a poeira assenta, e hoje não faltam evidências sobre os erros de palmatória cometidos na gestão da crise.

a wooden judge's hammer sitting on top of a table

Mas em vez de responder pela sua retórica alarmista, Carona preferiu acusar-me de 31 crimes de difamação. Trinta e um. Pede uma indemnização de 40 mil euros. Acusa-me de danos na sua saúde, apesar de ele próprio revelar desde 2022 que sofre de um síndrome associado à doença de Lyme transmitido pelos seus cães através de carraças.

O jornalismo independente (só) depende dos leitores.

Não dependemos de grupos económicos nem do Estado. Não fazemos fretes. Fazemos jornalismo para os leitores, mas só sobreviveremos com o seu apoio financeiro.

Amanhã, dia 25 de Setembro, pelas 9h00, sento-me assim como arguido no Tribunal do Bolhão, no Porto, no ‘banco dos réus’.

E porquê? Porque tive a ousadia de criticar Gustavo Carona com base em dados que comprovavam os seus exageros e mentiras – os exageros são sempre mentiras – e pela sua postura segregacionista e belicosa contra quem pensava diferente. Porque escrevi com mordacidade. Porque fiz ironia, porque brinquei com palavras. Vejamos alguns exemplos que dão a exacta medida do absurdo:

– Sou acusado – eu que tenho orgulho de ter uma biografia literária que não envergonha -de crime por gozar com um poema francamente mau, escrito pelo próprio, onde se rimam “parte” com “reparte-te” e “abraço” com “traço”, numa estética de escola secundária. Criticar poesia medíocre passou a ser difamação.

– Sou acusado por lhe chamar “médico da treta”, expressão satírica, tão leve como dizer de um fadista desafinado que é “fadista de vão de escada”.

– Sou acusado por trocadilhos jocosos, como o “Cónego Guca Stavorona”, mero exercício de caricatura verbal, sem imputação de crime ou desonra profissional.

– Sou acusado por ironizar com a sua auto-intitulação de Humanitarian Doctor, quando usei as siglas “HD” e “Full HD”, em tom de brincadeira literária.

– Sou acusado até por lhe chamar “cromo-mor”, palavra de uso banal para designar comportamento excêntrico ou ridículo.

Tudo isto são crimes, diz ele. Ele que chegou a responsabilizar-me de estar por detrás de uma tentativa de agressão de que terá sido vítima. E o Ministério Público, em vez de fazer o que devia — analisar os contextos, distinguir crítica de imputação factual, separar ironia de injúria — preferiu acompanhar estas acusações de cruz, como se fosse um mero carimbador e não uma instituição com especiais deveres de defender a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa.

Difamação para Gustavo Carona e para o Ministério Público é criticar um mau poema.

Pior: um juiz, em vez de se pronunciar sobre a substância, entendeu antes da primeira audiência, como primeira e única diligência, mandar a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais saber se eu – que não tenho cadastro nem sequer uma multa de trânsito nem um atraso na Autoridade Tributária e na Segurança Social – vivo numa casa com água e como ocupo os meus tempos livres. Eis a solidez da justiça portuguesa.

De uma coisa já não me livro: terei de me deslocar a pelo menos três audiências no Porto, gastando tempo que não tenho e dinheiro que não sobra, em estadias, deslocações e encargos com a defesa. E tudo porque, escrevendo, critiquei um senhor que fez da pandemia um palco de vaidade, criando pânico e segregação.

Nos quase quatro anos de existência doPÁGINA UM, já perdi a conta às ameaças de processos judiciais e de outra índole. A Comissão da Carteira Profissional de Jornalista abriu-me dois processos disciplinares que acabaram em nada, mas que cumpriram o objectivo: chatear, intimidar, consumir energia. A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) decide arbitrariamente como aplicar a lei, sempre com zelo redobrado no meu caso e indulgência noutros.

Gustavo Carona

A ERC chegou ao desplante de abrir um processo contra o PÁGINA UM porque um jornalista promíscuo da CNN – apanhado em irregularidades – quer o encerramento deste jornal. Em vez de proteger o jornalismo independente, a ERC – liderada por Helena Sousa – protege os algozes da imprensa e quem mercantiliza o jornalismo.

E há mais. Nos próximos meses terei dois processos em tribunal: um movido pela Ordem dos Médicos (acrescido os médicos Miguel Guimarães, Filipe Froes e Luís Varandas) e pelo almirante Gouveia e Melo; outro que une as Ordens dos Médicos e dos Farmacêuticos, Apifarma (a indústria farmacêutica) e a ministra da Saúde, ambos sob a mesma chancela de um escritório de advogados. Não sei ainda quem paga a conta, mas sei que a intenção é clara: esmagar pela litigância, paralisar pela ameaça, silenciar pelo desgaste.

Chama-se a isto SLAPP, sigla inglesa para Strategic Lawsuit Against Public Participation: acções judiciais estratégicas para sufocar a participação pública. É a arma preferida de quem não suporta o incómodo da crítica. E se há algo que sei é que sou incómodo. Não caibo em jantares de bastidores, não recebo convites de assessorias, não vivo de publicidade de empresas públicas ou privadas. Não me podem ver nem pintado nas direcções de muitos jornais instalados.

Gouveia e Melo

Eu percebo porquê: o PÁGINA UM mostra que é possível fazer jornalismo com independência ideológica e partidária, sem obediência a agendas de poder.

Que me resta, então? Resistir até durar, porque a desistência seria a vitória de quem considera o jornalismo independente um incómodo – por muito que bata no peito contra a desinformação. E o PÁGINA UM tem durado porque não depende de patrocínios nem de dinheiros escondidos. Dura porque é sustentado por quem realmente acredita nele: os leitores.

Ao contrário do que acontece com quase toda a imprensa, que se divorciou do seu público para viver de expedientes, nós existimos apenas porque os leitores assim o querem. Cada apoio, cada doação, cada subscrição, cada gesto de incentivo é o que nos mantém vivos – e se por vezes não damos retorno (como deveríamos), tal não se deve a ingratidão, mas sim por procurarmos privilegiar aquilo que sabemos fazer: notícias e causar debate, mesmo quando não agradamos a todos todas as vezes (mal estará um jornal que conseguir esse pleno).

man in black long sleeve shirt raising his right hand

E é isso que, no fundo, incomoda tanto: um jornalismo que não deve nada a ninguém, excepto a quem lê. Não precisamos de favores do Estado, de publicidade institucional, de contratos ocultos com grupos de interesse. Precisamos apenas de leitores livres.

Porém, reconheço as nossas fragilidades e da existência de uma receita aparentemente simples para acabar com o PÁGINA UM: repetir processos judiciais, abrir investigações disciplinares sem fundamento, multiplicar ameaças, gastar o meu tempo em tribunais e em respostas a entidades que confundem regulação com perseguição. O objectivo é claro: cansar-me, isolar-me, arruinar-me.

Contra isto, porém, um antídoto: continuar. Continuar porque a verdade é incómoda, mas necessária. Continuar porque a liberdade de imprensa não se mede nos editoriais cheios de princípios, mas na prática diária de enfrentar poderes e interesses. Continuar porque a independência tem um preço, e eu aceito pagá-lo.

printing machine

Sei que este jornal não recolhe simpatias fáceis. Sei que não teremos o conforto das palmadinhas nas costas. Sei que muitos prefeririam que desaparecêssemos. Mas também sei que o PÁGINA UM mostra aos leitores que não se deixa enganar pelo ruído, que sabe distinguir jornalismo de propaganda, e que valoriza um espaço onde a verdade não é negociável.

É por isso que escrevo este editorial: para dizer que a receita para nos matar está em curso, mas também para lembrar que a nossa força está onde sempre esteve — nos leitores. Enquanto eles acreditarem em nós, resistiremos. E resistir, neste tempo de silêncios comprados nesta suave tirania, é já uma vitória.

 

23/09/2025

Dar o litro

https://ria.ru/20250923/korovy-2043670092.html 

 Vacas em uma fazenda - RIA Novosti, 1920, 23 de setembro de 2025

MOSCOU, 23 de setembro — RIA Novosti. Cientistas russos tornaram-se os primeiros no mundo a implantar um implante neural em vacas que aumenta a produção de leite, disse Neiry à RIA Novosti.
"Em Agosto, os cientistas da Neiry realizaram cirurgias com sucesso em cinco vacas, alcançando uma taxa de sobrevivência de 100%. <…> Elas foram equipadas com eléctrodos patenteados. <…> Usando neuro-estimulação, os especialistas planeiam melhorar consistentemente os principais indicadores de saúde e produtividade animal: aumentando o apetite, reduzindo o stress, melhorando a produção de leite e aumentando a actividade geral", explicou Neiry.

As vacas estavam conscientes e bem durante a cirurgia. O estimulador foi fixado na parte de trás da cabeça e os eléctrodos penetraram profundamente em áreas específicas do cérebro, incluindo aquelas responsáveis ​​pela função reprodutiva. A intervenção resultou em melhora a longo prazo na produção de leite. As vacas já retornaram ao ciclo de produção. 

Cientistas estão trabalhando para seleccionar o programa de estimulação ideal para um aumento consistente na produção de leite: por exemplo, quando o apetite de um animal diminui, o sistema determina o regime de neuro-modulação apropriado para a recuperação. Em seguida, eles medem se a produção de leite da vaca aumentou.
(...)
Além disso, especialistas estão trabalhando para reduzir o tempo de implantação e torná-la simples e acessível. A empresa acredita que a instalação de implantes neurais deve se tornar uma prática rotineira, perfeitamente integrada aos processos diários da pecuária.

 

    A Rosinha

    é como os pardais. Todos os pássaros comem o trigo, mas só os pardais é que têm a fama.

    Moda do Pandeiro: 

     https://www.youtube.com/watch?v=VWZ-2iUFP1c&list=RDg3a8b9EN4sM&index=12

     pois é:

    https://dicionario.priberam.org/pandeiro

     

    Olhos verdes


    https://www.youtube.com/watch?v=EtUro5QoCgc 

     

    22/09/2025

    Velha mas actual

    a notícia.

    Depois de ronaldo, o vendedor de cuecas, ser endeusado e merdalhado (acto de colocar uma merdalha ao peito, normalmente no 10 de Junho, antigo Dia da Raça, que ao perder-se, deu nisto em que vivemos) nada é de estranhar.

    https://rtbrasil.info/noticias/17582-estrela-onlyfans-critica-mulheres/

    um milhão se calhar é muito, é melhor o farejador das finanças estar distraído, porque se calhar, a bota não bate com a perdigota.

    A avaliar pela quantidade de graffittis que vejo em velhas e novas, se não estão todas ricas, andam à procura de o ser.

    O desGoverno da Pátria já deveria ter incluído no 'curriculum' escolar, como ficar rico sem trabalhar, porque a trabalhar das 9 às 5, ninguém lá vai.

    Fotografia

    foto: _morgado, under licence: Creative Commons Attribution 4.0 International (CC-BY-4.0)

    (clicar para ampliar) 

    Uma das primeiras fotografias com o Google Pixel 10 Pro.

    O arquivo tem o nome de PXL 20250911_135425418.jpg

    PXL de Pixel AAAAMMDD_HHMMSSmmm.jpg,  onde mmm são milisegundos.

    Como vivo no fuso UTC, não preciso de fazer contas. 

    Outros terão que subtrair ou somar, consoante a sua localização geográfica. Vantagem de viver no centro do Mundo, aquele que deu mundos ao Mundo, mas se esqueceu dele próprio.

    Os seguidores das determinações de São Bento, não o da porta aberta, terão que, no Verão somar mais uma hora, já que estão a viver no fuso UTC+1. Daqui a uns dias as baratas tontas voltarão ao UTC e eu cá estarei à espera delas.

    Uns dos políticos brasileiros, Getúlio Vargas (1882-1954), quando perguntado: - o que fazemos agora? costumava responder: - não vamos fazer nada, para ver como é que fica.   



     Relax!!!

     

     

     


     

    21/09/2025

    Post-Traumatic Stress (PTS)

     Esta é uma tradução-automática, por isso ...

     https://vz.ru/society/2025/9/21/1336368.html

     21 de Setembro de 2025, 14h50

    "As crianças realmente me ajudaram."

     "As crianças realmente me ajudaram."


    Veterano das Forças de Defesa Aérea Sergei Gryzov: Para as Forças Armadas, não sou um diretor, mas um paraquedista.

    É raro um veterano da SVO retornar da frente e abrir um teatro infantil. Mas foi exatamente isso que Sergei Gryzov, um morador de 39 anos da região de Vladimir, fez. Ele lutou na linha de frente, com visão direta das trincheiras inimigas. Agora, ele trabalha como diretor de teatro infantil.

    Aliás, esta é a sua profissão. Gryzov trabalhava em outro teatro infantil em setembro de 2022, quando foi mobilizado. Um mês depois, o ex-diretor, agora vice-comandante de um pelotão de reconhecimento, já lutava na região de Kharkiv.

    Por que ele às vezes tinha que cuidar dos soldados sob seu comando como se fossem crianças? Que mudanças difíceis ele observou em si mesmo como resultado de suas experiências durante os combates? Por que as crianças e a família provaram ser os melhores psicólogos? Sergei Gryzov, veterano do Segundo Distrito Militar e diretor do Teatro de Jovens Atores de Vladimir, falou ao jornal Vzglyad sobre isso e muito mais.

    VZGLYAD: Sergey, você se lembra do dia em que recebeu a intimação do cartório de registro e alistamento militar?

    Sergey Gryzov: Eles trouxeram a convocação para o trabalho, bem durante o ensaio. Quando as crianças descobriram que eu estava sendo convocado, caíram no choro... Cheguei em casa cedo do trabalho e minha esposa perguntou: "Por que você chegou tão cedo?". Coloquei a convocação em silêncio sobre a mesa. Sentamos à mesa. Ela disse: "Eu não esperava por isso. Esta é uma mobilização parcial, e você trabalha com crianças. Não imaginei que os professores também estivessem sendo convocados..."

    VZGLYAD: E realmente – por que você?

    S.G.: Prestei serviço militar na 45ª Brigada Aerotransportada e realizei sete saltos de paraquedas. Portanto, para as Forças Armadas, não sou um diretor, mas um paraquedista. A convocação chegou na segunda-feira, às quatro da tarde, e eu tinha que estar no cartório de registo e alistamento militar na manhã seguinte. Então, tudo aconteceu muito rápido...

    Minha mãe e meu irmão chegaram — temos uma família grande, com muitas crianças. Sentamos à mesa. Uma despedida rápida e amarga. Vou ser sincero: eles me ligaram e se ofereceram para "me tirar dessa". Mas eu disse: "Não, se tiver que ser feito, tem que ser feito".

    VZGLYAD: E como foi sua esposa?

    S.G.: Claro, houve muitas lágrimas... Mas percorremos esse caminho com dignidade.

    VZGLYAD: Você ficou com medo naquele momento?

    S.G.: Por algum motivo, pensei que tudo seria como um campo de treinamento. Não imaginei que seríamos enviados para a linha de frente. E mesmo durante o treinamento, ainda pensei que seria o fim. Foi só quando começaram a carregar o equipamento e nós, o pessoal, nos trens que fiquei com medo.

    VZGLYAD: Quanto tempo você estudou?

    S.G.: Um mês. Também na região de Vladimir. Praticamos todos os cenários possíveis no campo de treinamento: coordenação de combate, tiro, treinamento físico, treinamento tático e estudo de mapas.

    VZGLYAD: O treinamento ajudou?

    S.G.: Sim, fomos treinados por instrutores com experiência nas Forças de Defesa Aérea, muitos dos quais eram voluntários desde 2014. Os veteranos nos deram muito conhecimento, especialmente sobre drones — o que é "Baba Yaga", por exemplo, e outros "birdies".

    Depois, fomos enviados para a região de Belgorod, onde recebemos ordens de desligar as comunicações. Ficou claro que uma ação militar estava por vir.

    Antes disso, escrevi para minha esposa dizendo que a amava, assim como à nossa filha: "Obrigado pelo tempo maravilhoso que passamos juntos". Eu não sabia o que aconteceria em seguida... Então, simplesmente nos desconectamos e ficamos sem contacto por duas semanas.

    VZGLYAD: Em que parte do SVO você foi parar?

    S.G.: O 344º Regimento de Fuzileiros Motorizados foi formado entre os mobilizados e enviados para as linhas de frente — nas áreas de Kharkiv e Svatovo. Nós nos entrincheiramos porque tínhamos ordens de resistir a qualquer força ucraniana que tentasse um avanço. Em alguns lugares, nossas posições e as dos ucranianos eram muito próximas.

    VZGLYAD: Em que função você teve que lutar?

    S.G.: Durante meu recrutamento, treinei como batedor e líder de esquadrão, então acabei em uma companhia de reconhecimento. Ou, mais precisamente, em um pelotão de reconhecimento que realizava missões ao longo da linha de contacto. Mas acabei assumindo o papel de organizador, ou algo assim...

    VZGLYAD: Existe tal posição no exército?

    S.G.: Veja bem, cargos formais nem sempre são importantes lá. Meu trabalho era organizar o dia a dia dos soldados. Alimentá-los. Encontrar roupas quentes. O comandante do pelotão me consultava constantemente sobre esses assuntos. Nós nos ajudávamos. Também tínhamos que fornecer apoio psicológico. Alguns caras perdiam a paciência; a situação era simplesmente muito difícil.

    Eu sou professor e para mim todos os soldados eram como crianças.

    VZGLYAD: Que às vezes se comportam de forma irracional?

    S.G.:  Não é que seja irracional, mas na guerra, muitas pessoas se acostumam com a banalidade, com a rotina. E isso é o mais terrível. E mortalmente perigoso. Por exemplo, você vê um soldado passando sem colete à prova de balas. Mas, no meu ponto de partida, eu sempre tinha um colete de serviço à mão. Eu o parava e exigia: vista! Eles xingavam! "Ah, qual é", respondiam, "o que tiver que ser, será". Eu dizia: "Não, vista, senão você não vai chegar a lugar nenhum". E eles o vestiam.

    VZGLYAD: Por que você acha que eles ouviram você?

    S.G.: Porque éramos amigos. Ainda somos amigos — conversamos, escrevemos um para o outro, ligamos um para o outro. Alguns de nós já tiveram alta, como eu, e alguns ainda estão lá — nos bastidores.

    VZGLYAD: Você consegue se lembrar da manifestação mais viva dessa amizade e confiança?

    S.G.: Um dia, me deram licença, e o oficial político do regimento me agradeceu pelos bons serviços prestados. Convidei alguns outros rapazes de Vladimir para irem comigo. E fomos todos juntos... Lembram que no filme "A Balada de um Soldado", de Chukhrai, o soldado passou cinco dias viajando para casa? Nós fizemos exactamente a mesma coisa, viajando, sorrindo. Conseguimos ficar em casa por três dias.

    E então, enquanto viajávamos, eu implorei e insisti: pessoal, façam com que todos voltem! Não desertem. Admiti que havia tais pensamentos, entende? Afinal, eles eram crianças... Na volta, é claro, ninguém mais estava sorrindo. Mas eles voltaram. Veja bem, eles valorizavam tanto a nossa amizade que não podiam me decepcionar.

    VZGLYAD: Por que você foi dispensado?

    S.G.: Houve outra barragem de artilharia. Atingiu nosso abrigo. Eu tinha uma fotografia da minha esposa e filha, as cartas delas, uma imagem de São Nicolau – tudo queimou no abrigo, junto com o resto das minhas coisas. A explosão me jogou contra os troncos, atingindo-me nas costas.

    Não parecia tão ruim, mas alguns dias depois, descobri que minhas vértebras tinham se deslocado e a inflamação tinha se instalado. No início, tentaram me curar na hora, mas depois me evacuaram. E o mais interessante é que minha esposa, de alguma forma, sentiu...

    VIEW: Como assim?

    S.G.: No dia em que nossa canoa foi atingida, nevou muito aqui na região de Vladimir. Minha esposa estava se preparando para ir à igreja, mas não conseguiu sair da nossa aldeia porque a estrada estava coberta de neve e os ónibus não estavam funcionando. Então, ela caminhou pelos montes de neve.

    Outra mulher provavelmente teria ficado em casa com um tempo tão ruim, mas minha esposa disse mais tarde: "Senti uma forte vontade de ir à igreja". Então, caminhei e peguei uma carona até a igreja e rezei. Só depois descobriu que quase morri naquele mesmo dia.

    VZGLYAD: Você denunciou?

    S.G.: Não, na verdade, eu escondi o que tinha acontecido da minha esposa no começo. Mas um dos rapazes do nosso departamento deixou escapar quando ligou para casa em Vladimir. "Faça uma encomenda para o Seryoga", disse ele! "Ele está no hospital." Foi assim que minha esposa descobriu, através de uma cadeia de contactos. Quando finalmente entrei em contacto, ela imediatamente perguntou: "Por que você não me contou?!" "Eu não queria te incomodar", respondi.

    Primeiro, fui enviado para um hospital de distribuição em um dos centros distritais da região de Belgorod. De lá, fui enviado para Belgorod, depois para Vladimir, para minha guarnição e de lá para Moscou. Como resultado de um ferimento, desenvolvi uma doença autoimune. Sou muito grato aos médicos do Hospital Vishnevsky – eles me ajudaram a me recuperar. Quando me senti melhor e comecei a andar, decidi retornar ao regimento.

    Mas toda vez que eu estava prestes a partir para a frente, minha alta era interrompida — ou meus exames davam negativo, ou minha temperatura subia. E então o médico me dizia: "Você não ajuda mais muito aí. É melhor pensar na sua saúde, na sua família." E ele me convenceu.

    VZGLYAD: Como foi seu retorno para casa?

    S.G.: Comprei flores e vim. Minha esposa e eu sentamos à mesma mesa. Todos os meus entes queridos vieram novamente, e choramos de novo... Em Julho de 2023, fui dispensado do exército.

    VZGLYAD: Você recebeu benefícios, seguro e outros pagamentos?

    S.G.: Recebi um certificado de veterano, mas não o pagamento do seguro. Porque os médicos do hospital escreveram "doença geral" no meu relatório médico.

    VZGLYAD: Você encontrou alguma conexão entre a explosão e sua doença?

    S.G.: Não, não encontraram nenhum. Se dissesse "ferimento de guerra", então se qualificaria para pagamento. Se dissesse "ferimento", então se qualificaria para pagamento também. Mas se dissesse "doença geral", então não é elegível. Recebi uma invalidez de terceiro grau e uma pequena pensão — 12.000. Bem, não estou preocupado. O principal é que estou em casa com a minha família.

    VZGLYAD: Como você se sentiu depois da luta?

    S.G.: Comecei um período estranho.

    Lembro-me de estar deitado em casa, e então todos os meus parentes chegaram. Eram muitos, todos me abraçando, todos me perguntando sobre alguma coisa. E de repente percebi que não estava me sentindo bem. Chamei minha esposa e disse: Estou com medo, estou com medo. Só posso ficar com você e deixar todos irem embora.

    Percebi que tenho medo de grandes multidões, objectos zumbindo e muitas outras coisas. Se ouço um zumbido — digamos, de um brinquedo ou eletrodoméstico —, pulo pela janela e me escondo no jardim.

    Por muito tempo, sonhei com esses aviões chegando. Minha esposa acordava e eu me encontrava dormindo no chão, ao lado da cama. Ou eu até me enfiava debaixo da cama enquanto dormia. Eu ficava muito irritado e agressivo. Por exemplo, eu ia buscar os remédios que deveria receber e aí começava a burocracia. Eu costumava lidar com essas situações com diplomacia, mas agora eu imediatamente me irritava, começava a gritar, a fazer uma cena... Aí eu me acalmava. Eu até dizia a mim mesmo: "Por que você está fazendo isso? Essas pessoas não têm culpa de nada."

    VZGLYAD: Sua esposa não disse que você mudou?

    S.G.: Claro que sim...

    Ninguém volta da guerra como uma pessoa normal. Mas estou trabalhando em mim mesma, tentando melhorar. É uma condição comum, o transtorno de estresse pós-traumático.

    Percebi que precisava encontrar uma maneira de escapar desse estado. Minha esposa me ofereceu uma viagem para um resort: talvez pelo menos uma mudança de ares ajudasse. Mas mesmo lá, eu acordaria de manhã debaixo da cama.

    VZGLYAD: Você foi ao psicólogo?

    S.G.: Acho que o problema não é tão urgente agora; de alguma forma, está resolvido. Embora a fundação "Defensores da Pátria" tenha me oferecido ajuda. Eles me designaram uma coordenadora social — Natalya Yuryevna, uma mulher maravilhosa e atenciosa. Posso ligar para ela à noite e nos fins de semana se tiver alguma dúvida...

    A fundação me ajudou na minha reabilitação; recentemente, fui ao hospital para tratamento. Ela me ajuda a receber regularmente um medicamento raro e caro. Também me ajudou na minha adaptação social. Representantes da fundação viajaram comigo para todos os lugares, inclusive para shows.

    Mas descobri que, para mim, as crianças e a família são os melhores psicólogos.

    VZGLYAD: E como você entendeu isso?

    S.G.:  Uma velha amiga, colega da escola de teatro, me ligou e me convidou para trabalhar com crianças novamente. E foi aí que tudo começou!

    O teatro já tinha me salvado antes, mas agora as crianças realmente me ajudaram. É interessante conviver com elas. Foi assim que a adaptação social aconteceu.

    VZGLYAD: Você retornou ao seu antigo local de trabalho?

    S.G.: Não, me ofereceram um novo cargo no Teatro de Jovens Actores do Palácio Regional da Criatividade Juvenil de Vladimir. Trabalho com crianças e como director.

    VZGLYAD: Mas os mobilizados mantêm seus empregos anteriores. Poderiam ter retornado para lá.

    S.G.: Eu não queria. Alguém já tinha tomado o meu lugar. Pensei que seria uma pena se o demitissem por minha causa.

    É verdade que o novo teatro também me deixou nervoso. No começo foi difícil; o director não acreditou em mim. Eu o entendo — uma nova pessoa, talvez, não fosse contratada com base em talento ou mérito, mas simplesmente pela cota de veteranos... Mas quando ele viu os resultados mais tarde, veio até mim e disse: "Sergey, esta é realmente a cara do nosso centro criativo! É isso que estávamos procurando há tanto tempo!" Tínhamos acabado de encenar nossa primeira peça, "As Aventuras de Tom Sawyer".

    VZGLYAD: Seus filhos lhe perguntam sobre a SVO? Qual é a sua experiência militar?

    S.G.: Agora as crianças perguntam se foi assustador. Eu respondo: "Vocês não imaginam o quanto é assustador." E mostro meu cabelo — como está grisalho. Mas o que se pode fazer? É a vida.

    VZGLYAD: Com o que você está sonhando agora?

    S.G.: Trabalho em um teatro infantil — sempre foi o sonho da minha vida. Agora, é importante para mim que as crianças realizem seu potencial.

    VZGLYAD: Vocês se tornaram grandes actores?

    S.G.: Não, isso não importa. O importante é que eles se tornem pessoas dignas. E que tudo na vida deles seja maravilhoso.

    banana 2

     A etiqueta é como o algodão do teste, não engana.

     foto: _morgado, under licence: Creative Commons Attribution 4.0 International (CC-BY-4.0)

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    As bananas estavam "mûre à point" , ora maduras no ponto, é o que se pretende e nem sempre se consegue. Na hora de descascar, segui os conselhos da Rosinha.