26/09/2025

Nunca teríamos chegado à Índia

se em vez de D. João II e de seu primo, tivéssemos esta gente.

Há dinheiro para gastar infelizmente, logo, terá que ser gasto. Não se esperava que não houvessem casos clínicos e logo nesta área, em que o juramento destes tartufos é feito a Hipócrita (sic). 

https://folhanacional.pt/2025/09/25/programa-escolar-detetou-sintomas-depressivos-em-41-dos-alunos-avaliados/ 

Seria possível hoje? 

Sem internet? 

                        Sem télélé?

                                            Sem pacotes de 'junk food'?

                                                                                            Sem banho quente todos os dias?

                                                                                                                                                            ...?

O Mostrengo não seria denunciado como assediador? 

As caravelas e depois as naus quantos 'psicólogos' teriam que levar?

Os 'condenados às galés' teriam que ser recrutados por concurso público? 

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Fernando Pessoa 

Mensagem 

 O MOSTRENGO

O mostrengo que está no fim do mar

Na noite de breu ergueu-se a voar;

À roda da nau voou três vezes,

Voou três vezes a chiar,

E disse: «Quem é que ousou entrar

Nas minhas cavernas que não desvendo,

Meus tectos negros do fim do mundo?»

E o homem do leme disse, tremendo:

«El-Rei D. João Segundo!»

«De quem são as velas onde me roço?

De quem as quilhas que vejo e ouço?»

Disse o mostrengo, e rodou três vezes,

Três vezes rodou imundo e grosso,

«Quem vem poder o que só eu posso,

Que moro onde nunca ninguém me visse

E escorro os medos do mar sem fundo?»

E o homem do leme tremeu, e disse:

«El-Rei D. João Segundo!»

Três vezes do leme as mãos ergueu,

Três vezes ao leme as reprendeu,

E disse no fim de tremer três vezes:

«Aqui ao leme sou mais do que eu:

Sou um Povo que quer o mar que é teu;

E mais que o mostrengo, que me a alma teme

E roda nas trevas do fim do mundo;

Manda a vontade, que me ata ao leme,

De El-Rei D. João Segundo!»

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