16/01/2026

Diário de bordo

15 Janeiro 2026
 
Nem assim consegui escapar. Desta vez nada disse, planeei, acertei e hoje fui encontrar-me com o meu cunhado e a minha irmã para visitarmos o Museu Nacional Ferroviário no Entroncamento.
 
Mas nem assim a minha Ninfa do tempo me poupou. Enviou-me um dia de chuva, chuva às vezes forte.
  

Viagem de ida sem história. 
 
No regresso ao fim da tarde, há mais gente, gente que já teve, o seu dia que lhe chegue.
 
A carruagem onde entrei estava completa, vinha a abarrotar, saíram tantos, como os que ficaram. Acontece. Hoje aqueles que queriam dar duas cabeçadas antes de chegarem ao Entroncamento, foram impedidos.
 
A carruagem vinha cheia com um grupo de cerca de 50 miúdos de uma EB1 a avaliar pelas camisolas vermelhas/encarnadas (escolham) que todos vestiam. Pareceu-me que terão ido ao Oceanário, se não foram, faz de conta que foram. Apesar de ser fim de dia, ainda tinham energia. 
 
EB, escola básica. É assim mesmo. A escola primária já cheirava mal e até parecia mal, um pouco com o que acontece com algumas mulheres casadas, troca-se de mobília do quarto, para não se trocar de marido. E assim fizemos e ficamos contentes. Mudou alguma coisa? Terá mudado. Para melhor? Para pior? 
 
Umas 8 mulheres acompanhavam este bando de pardais. Não me pareceu que fossem todas professoras. Eram isso sim, seres cansados, gastos, ... na proporção directa da idade.
 
Chegaram cerca das 18 horas ao destino, a povoação não é longe, mas antes das 19 não terão zarpado rumo a casa. Amanhã terão mais um dia a aturar este bando de pardais, de vez em quando, hão-de perder a paciência, todos perdemos. 
 
O resto é fácil de imaginar, numa sociedade como a que temos, que depois de saber ler e escrever, passou a ter carro e télélé e consequentemente o Rei na barriga.
 
 Reformas aos 70 anos qualquer dia?
 
Museu Nacional Ferroviário - Comboio Real 
 


 

Sem comentários: