06/12/2025

Uns pecam por acção, outros por omissão

Todos pecam. Todos pecamos. 

Ninguém está isento de culpas nesta loucura que anda à rédea solta. Lembro-me como se fosse hoje, do dia em que a Senhora Professora chegou a casa e entre incrédula e estupefacta, manifestando a sua estranheza por a mãe de um pequeno zuca (já tinha começado o genocídio dos Portugueses nessa altura) não ter concordado que o filho participasse nas ‘comemorações’ do ‘halloween’ e apresentasse um ar atemorizado com a ideia.

Trata-se, tratava-se, do Dia das Bruxas como é conhecido no Brasil. 

O capitalismo com o seu Midas, que em tudo o que toca transforma em oiro, transformou o Dia de Todos-os-Santos, data religiosa do cristianismo (cristianismo que nada tem que ver com o Cristiano o vendedor de cuecas), numa manifestação pagã que visa o lucro. 

A partir de aí, rapidamente toda a bicharia o aproveita, e hoje, presumo que seja mais uma ‘rave’ dedicada ao deboche. 

Nós como povo, esse rebanho de carneiros de Panurgo de que François Rabelais nos deixou nota, somos um bando de marias-vão-com-as-outras. 

Bocage ao menos andava com a peça de tecido ao ombro, à espera da última moda. Nós embarcamos logo. A carneirada que me cerca deve achar, acho eu, que isto é Tradição que vem da noite dos tempos. Não é. Tem data de criação e nada tem de tradição.

Mas adiante. 

Esta arenga toda como é meu hábito e da qual eu gosto, é a propósito de mais uma machadada no que somos como sociedade, machadada na nossa cultura, machadada no que somos como Povo, como grupo com alguma homogeneidade. A notícia é esta aqui:

https://folhanacional.pt/2025/12/05/escolas-eliminam-cenarios-de-natal-das-fotografias-pais-indignados/

Parece inócuo, parece que não faz mal, parece, parece só.

Não sou praticante nem crente numa religião, mas isso não me impede de achar, que isto não tem pés nem cabeça, que há limites, que fomos criados a ver igrejas e não mesquitas ou sinagogas, que não somos nós que temos que nos adaptar, mas os que aqui chegam.

Se alguém ao ler estes desabafos com o teclado, achar que exagero ao usar o termo genocídio, eu penso que não, e à colação chamo quem sabe mais do que eu. A Lei tem os seus termos, que têm o seu significado e esses deveriam ser entendidos por todos, já que temos a obrigação de A conhecer, se bem que, nem sempre seja assim. 

https://www.unz.com/article/the-genocide-of-native-europeans/


No ‘site’ supra, escolhendo a bandeirinha da selecção de futebol que existe para servir o vendedor de cuecas e os “seus” filhos, podemos ler em brasileiro, língua oficial da Tugalândia por vontade dos políticos em que todos teimam em votar.

Ainda não batemos no fundo, ainda nos vamos afundar mais, a não ser que haja uma sezão e nela purguemos todo o veneno que temos vindo a engolir. Não temos os reis católicos Fernando e Isabel aqui ao lado, para impor ao futuro D. Manuel que se sentará em Belém no próximo ano, regras de como proceder. É pena.

E ‘em passant’, tenho que arranjar tempo para citar as recomendações da OMS/UNESCO, sobre como as “escolas” devem perverter as crianças desde o infantário e fazer delas pasto fácil para predadores sexuais. E chegado aqui, volto à epígrafe que escolhi para esta entrada, ninguém está isento de culpas.

Não conheço um caso, pode haver, mas não conheço, de um Professor/a que se tenha rebelado contra esta cultura “acordada”, “woke”, contra esta degenerescência acelerada do que somos, contra esta lavagem cerebral que é praticada em seres em formação. 

É aqui que tudo começa, na educação, e se começa mal, só pode terminar mal.

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