O vai-e-vem diário casa-trabalho, que a Geografia define como o: “ ...deslocamento diário de pessoas entre municípios distintos, para fins de trabalho e/ou estudo e moradia.” (Wikipédia)
Movimentos pendulares na região de Lisboa

Movimentos pendulares na região do Porto
Esta rotina é uma luta diária contra horários, ligações entre transportes, luta por um lugar sentado, tempo de viagem, luta contra as cabeçadas de sono, … em tempos que já lá vão, compravam-se jornais, que eram lidos à ida e relidos à vinda, faziam-se palavras cruzadas, as 7 diferenças entre dois desenhos, lia-se um livro.
Hoje a tecnologia criou outros hábitos.
Quando me desloco à capital deste Reino podre (Shakespeare), conto aqueles/as que leem um livro em papel, contar os que esfregam o dedo médio no vidrinho do télélé, não dá para contar, dá para contar os que como eu, nem fazem uma coisa nem outra.
No meu caso as deslocações são curtas e não rotineiras, por isso não preciso de arranjar um entretém para aqueles tempos mortos. Já não é o caso da deslocação de 3 horas que faço no comboio entre capitais. São 3 horas com os ouvidos tamponados por auriculares com supressão de ruído (Bose) e a debitarem música, na tentativa de anular as conversas ao meu redor.
Há muitas músicas com comboios na suas letras. Uma das minhas preferidas é o Trem das 11 nas suas versões perto do original.
Não gosto destas versões, em que duas gatas miam. Têm vozes boas, que as usem em criação própria, em vez de abastardarem o que receberam como herança daqueles que, por não serem bichas como elas, não tiveram o colinho, que elas têm. Ph! Mas isso é o que elas querem, por isso sem Ph!
As palmas e gritos no final devem ser como as bancadas do futebol na mascarada do Corona.
Para terminar e porque não conhecia o Trem das 6, para mim o Trem, era sempre o das 11.
Com muitos a usarem neste momento o Trem das 6, aqui fica ele e a espera no 'banquinho da estação'.
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