20/10/2025

A roda dos enjeitados

 nunca acabou. 

Acabou na forma que teve, porque também, aquela igreja morreu. 

A igreja sofreu um profundo 'aggiornamento' hoje, graças a ontem, as missas não necessitam de ser presenciais, as bênçãos podem ser dadas por email, sms e por mais umas quantas formas de comunicação que eu não uso. Efeitos de um "vírus" que não matava, mas que,  atemorizou aqueles que, se dizem seguidores de Cristo. O mesmo Cristo que tocou o leproso, para o curar. Sem máscara, sem distância de "segurança", sem 'aplicação' no télélé, que dissesse aos esbirros, com quem contactava, Cristo seria pela certa denunciado por estes sacristas de hoje e seria preso.

Mas vamos ao assunto:

https://folhanacional.pt/2025/10/20/recem-nascido-abandonado-a-porta-dos-bombeiros-sapadores-de-leiria/ 

Mais um caso de desespero, que me leva a um outro ocorrido em Lisboa e que de certa forma estava mais perto de mim, do que este. Mais perto de mim, porque ocorreu em zona na qual eu passava e via as condições em que eles viviam. Por isso de certa maneira sabia quem eram. Ali debaixo do viaduto, ali paredes meias com o Lux Frágil, onde uma fauna indefinida se exibe. 

A bipolaridade da nossa sociedade, Uns, miseráveis não têm deles, onde cair mortos. Outros, esbanjam à tripa forra e se das suas orgias, resultar alguma prenhice, têm o sistema nacional de saúde para resolver o caso, com a bênção e graça dos seus pares na política.

Do caso recordo a acção da Ministra da Saúde, Francisca Van Dunem. Não me recordo de outro caso, que tenha tido esta acção por parte do primeiro responsável pela Justiça, que se quer com J.

Do caso recordo também a acção dos acusadores públicos, aqueles que é suposto o fazerem em nosso nome, para que nos processos criminais, não caíamos na justiça feita pelas próprias mãos.  E é aqui que, a coisa descarrila. Que gente é esta? 12 anos? É este o querer da nossa sociedade? Fracos com os fortes e fortes com os fracos?

Do caso recordo também a acção da Justiça. Cega em primeira instância e correctora em tribunal superior.  

É quase sempre a acção do tribunal de última instância, que repõe alguma justiça, nas constantes 'injustiças' cometidas pelos julgadores juniores. A idade é  fundamental nos julgamentos, não se pode esperar de catraios e catraias conhecimento e experiência de vida, para serem julgadores ponderados. 

Mas infelizmente, nem sempre a crença do moleiro prussiano na existência de juízes em Berlim, se verifica.

 

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