Hoje,
03 de Setembro de 2025, às 01:00 (UTC) a China realizou uma parada
militar para comemorar o 80º aniversário do fim da Segunda Guerra
Mundial. No vídeo abaixo com a duração de 02:19:20, alguns factos são de
destacar.
A partir do minuto 07:29, Xi Jinping acompanhado de Peng Liyuan
começam a receber os convidados. Dilma Rousseff, presidente do Banco de
Desenvolvimento do BRICS abre o desfile de personalidades. Quem esteve
presente? Estes aqui, Dilma não consta desta lista.
Tal como o amor e o dinheiro não se conseguem esconder, os sorrisos dizem tudo acercas das relações. ‘Last but not least’, a fechar, de acordo com o protocolo, não confundir com o ‘Porto ao colo’ no futebol em Portugal, os que contam e aqueles a quem é dado destaque, Kim Jong-un e Putin. Mensagem clara para o Ocidente.
A recepção dos convidados termina ao minuto 12:45.
Após a foto oficial, (13:30) na qual mais uma vez o lugar que cada um ocupa, não é fruto do acaso, todos dirigem-se para a tribuna. Como o acesso obriga a subir rampas e escadas, aconteceu o que acontece no ciclismo. Chegados ao início da subida, a selecção começa a fazer-se e os que não são trepadores, vão caindo para a cauda do pelotão. Caso aqui do ‘velho’ Lukashenko que indo na cabeça do pelotão ao minuto 15:50 saca do lenço e limpa o suor, depois desapareceu, Já Kim Jong-un parece estar em forma, mas também é um rapaz novo comparado com os outros.
De realçar só que, no som ambiente não se ouve a habitual algazarra dos jornalistas no Ocidente.
Coro, banda, maestrinas que, espero não tenham sido escolhidas, para preencherem a quota de género. Gostei deste efeito ‘dégradé’ da roupa delas no écran (31:55).
Ao minuto 42 a guarda-de-honra à bandeira inicia a marcha até ao mastro onde será hasteada. O pormenor aqui é o número de passos que eles dão em marcha solene com passo de ganso. Cada passo representa o número de anos desde o início da primeira guerra do Japão contra a ainda China Imperial. Povos com memória, memória que o Partido Comunista não renegou.
Em 2015 The New York Times escrevia: “… Pouco depois das 10h, a guarda de honra do hasteamento da bandeira avançou 121 passos por um tapete vermelho na Praça Tiananmen para chegar ao mastro, um para cada ano desde que o Japão entrou em guerra com as forças da Dinastia Qing Da China em 1894. Cinquenta e seis canhões-simbolizando a unidade dos 56 grupos étnicos oficialmente reconhecidos pelo governo chinês — soaram 70 tiros, para cada ano desde o final da Segunda Guerra Mundial. “.
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