Em 1962, a texana Jean Lindsey, recebe o primeiro implante de silicona.
Em 1967 em Portugal, o mesmo acontece com a filha de um político do Estado-Novo.
O termo silicona dá origem ao verbo siliconar, conjuge-o aqui.
A busca pela juventude eterna não parou e os 'botox' apareceram.
Hoje a silicona está em todo o lado e de tempos a tempos, temos que a substituir nas vedações de banheiras ou do lava-loiças, assim, não é de admirar que, tal como os carros são chamados à oficina para substituírem um componente defeituoso, às mulheres e a alguns “homens” aconteça o mesmo. Caso das 30 000 mulheres que em França foram alvos de um ‘recall’, por terem sido injectadas com silicona industrial em vez de medicinal.
O João trolha teria feito o serviço por menos.
Paralelamente aos desenvolvimentos estéticos, o campo da impressão 3D tem visto grandes avanços.
Imprimem-se em vários materiais, peças para máquinas, simples ‘biblots’ e na área da confeitaria podemos comer coisas assim:
Recentemente mandei imprimir uma anilha com as dimensões que especifiquei a uma empresa de impressão 3D, para poder acoplar uma lente antiga fabricada na URSS à máquina fotográfica digital. Convenceu-me.
Ontem andando a catar vídeos musicais, dei com este:
É a IA, a nossa “inteligência” artificial a trabalhar. As capacidades de manipulação computacionais cresceram exponencialmente e longe já vão os tempos do Toy Story, filme de animação da Pixar Animation Studios.
Uns palermas em versão híbrida dirão que isto da desmaterialização, da digitalização, é ser amigo do Planeta, que se poupam umas árvores, que as coisas estão no computador, na 'nuvem' como agora nos vendem.
Não nos dizem é que o digital que eles pensam que desmaterializou o documento, é físico, é palpável, só existe se houverem instalações fixas a consumirem quantidades colossais de energia para o seu funcionamento e refrigeração.
'Greenwashing' é o termo adequado, pintem-se os edifícios de verde e 'voilá'! temos a coisa amiga do ambiente.
A evolução dos vídeos foi estrondosa e só os mais velhos entenderão o que ele diz, a industria pornográfica foi a que se beneficiou ao impulsionar o ‘flash’ mas foi o Youtube quem democratizou.
Chegados aqui qual é o passo lógico a dar?
A impressão 3D made in China de umas bonecas em que as propriedades da silicona e da computação se unam.
Ofertas de partes do corpo em silicone são incontáveis por exemplo.
(clicar para ampliar)
Tal como a industria pornográfica impulsionou as mudanças no consumo de filmes, agora já estamos no ‘on-demand’, também irá impulsionar as mudanças na robótica.
Como referi no post sobre a educação na China, eles já estão trabalhar nos bancos da primária para que isso seja realidade.
“A realidade é real?”, título de Paul Watzlawic.
Apesar de ele ter trabalho em Palo Alto e o seu ‘core business’ ser o combate contra a URSS, tudo continua verdadeiro, quando se trata de manipular.
Gostamos de ser enganados.

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